Podia ser mais simples. Apaixonar-se por quem se apaixona por mim.
Mas sabem aqueles por quem me apaixonei que apaixonada estava eu? Assim como não soube eu que apaixonado estava aquele que por mim se apaixonou.
E sonhei.
Sonhei com aquele que o certo seria não sonhar. Aquele que não sei se comigo sonha. Assim como aquele que comigo sonhou e nunca eu soube, e nunca ele pôde.
E suspirei.
O suspiro por quem não posso eu ter, por aquele mesmo com quem não posso eu sonhar e tampouco por quem possa eu me apaixonar.
Escrito escutando: De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso, tão indeciso, está se exibindo para a solidão. Não vão embora daqui. Eu sou o que vocês são. Não solta da minha mão, não solta da minha mão...
Sinto falta do meu café-da-manhã diário. (Assim mesmo com hífen, pois ainda não decorei quando ele deve estar ali ou não.) Comer qualquer coisa no metrô não me faz o mesmo efeito. Quero uma coisa “com tempo”de ser...
Deste eu vou esquecer?
Este que tantos poemas me rendeu?
Não sei se quero. São lembranças boas.
Mas também quero estar bem com alguém que não seja ele.
(Thay; 22/jan/2010)
"Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"