Hoje é um daqueles dias difíceis de encontrar trilha sonora.
Tudo parece muito romântico ou revoltado demais.
E para chegar até aqui, tive que reconhecer duas coisas. A primeira é que gosto mesmo. A segunda, é que nunca vai acontecer.
Fui com cuidado. Fui com medo. Do tipo, “attention, douleur fraîche”. Mas cheguei aqui. E decidi que era hora de ficar bem na minha e parafraseio que “eu gosto tanto de você que até prefiro esconder”.
Mas reconhecer... isso foi realmente muito difícil. Mas consegui. E te contei isso...
“I know you think that I shouldn't still love you, or tell you that. But if I didn't say it, while I'd still have felt it, where's the sense in that? I promise I'm not trying to make your life harder or return to where we were… I'm in love and always will be…”
E então é isso. Gosto. Mas como te disse, o que fica agora são as boas lembranças. Por isso a última frase ali em cima. Já tive dias difíceis… “I can't stand the rain against my window bringing back sweet memories”. Mas agora não sei... Parece diferente.
É a sensação do “acabou”.
É tão estranho... Tantos dias, tantas coisas, tantas palavras... e de repente nem o vazio. Parece simplesmente que não existiu. Será que isso é duradouro? Farei que seja. Não quero recaídas.
Posso demorar a querer esquecer. Mas descobri que ainda sei bem fazer isso.
Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder - Deixo assim ficar subentendido. Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Eu acho tão bonito isso, de ser abstrato baby... A beleza é mesmo tão fugaz... É uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então, a alegria que me dá isso vai sem eu dizer. Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer.
O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber.
Sem roubar os direitos de nenhum Lulu, faço destas as minhas palavras hoje.